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04 JUN 2014

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MARÇO - ABRIL - MAIO JUNHO - JULHO - AGOSTO - SETEMBRO - OUTUBRO - NOVEMBRO - DEZEMBRO

Banda Bill Jones: assista bela versão de Get Lucky do Daft Punk
Kasabian Divulga Link Do Novo Disco Para Brasileiros; Ouça Metal contra o câncer: festival aceita "cabelo" como ingresso
Assista: “Sobras”, primeiro clipe da Camila Garófalo Com aposta na estética noir, banda Atalhos lança novo clipe
Queens of the Stone Age tem ingressos esgotados em Porto Alegre Nação Zumbi lança música inspirada nos replicantes de Blade Runner
Jack White libera o novo álbum solo em streaming CUT COPY no Brasil
Klaxons estreiam vídeo Panda Eyes lança seu primeiro disco, Dream Police
03/06/14
Nação Zumbi retorna explorando sonoridades Ira! se apresenta com Frejat nesta sexta (6) em Brasília
“Gospel Song”, mais uma faixa inédita do Giancarlo Rufatto The Mission retorna ao Brasil em agosto para cinco apresentações
Festival El Mapa de Todos 2014 de 11 a 15 de novembro, em POA Allman Brothers Band anuncia os dói últimos shows da carreira
Voodoopriest: disco de estréia sai no dia 10 deste mês Jack White toca a inédita “Temporary Ground” ao vivo; ouça
Grupo Yo La Tengo faz show em São Paulo nesta terça (3) Foo Fighters promete novo álbum da banda para novembro
Franz Ferdinand anuncia show no Rio em outubro Popload Festival anuncia shows do Tame Impala e Beirut em SP
Disclosure compartilha clipe para “The Mechanism” Primavera Fauna divulga seu line up
02/06/14
O rock mainstream andava muito "fuleiro", diz Pitty Talma&Gadelha: nova formação e mostra clipe e música inédita
Ratos de Porão lança disco novo Festival João Rock leva o som de potentes guitarras a Ribeirão Preto
Andreas Kisser ao iG: "O rock não está em crise e nunca vai estar" The Strokes voltaram aos palcos
'Novo disco é uma fotografia da atual situação brasileira', diz Bellotto Linkin Park têm novo single
Mombojó ao iG:  "Você tem mais simpatia do público quando é independente"

ANTERIORES:

18 a 20/02/14  -  11/03/14  -  14 e 15/03/14  -  18 a 20/03/14  -  21 e 22/03/14  -  26 a 29/03/14  -  31/03/14 e 01/04/04  -  04/04/14

 

08 a 10/04/14  -  11 e 12/04/14  -  15 a 17/04/14  -  22 a 25/04/2014  -  29/04/14 a 01/05/14  -  06 a 08/05/14  -  10/05/14

 

12 a 16/05/14   -  17 a 20/05/14  -  21 a 23/05/14  -  27 a 29/05/14  -  30 e 31/05/14

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Banda Bill Jones: assista bela versão de Get Lucky do Daft Punk

 

 

No último sábado (31/05) a banda Bill Jones, junto com convidados, surpreendeu o público presente no Avenida 651 de Araxá, com uma bela versão acústica da faixa “Get Lucky” do último álbum do duo Daft Punk, “Random Acess Memories” de 2013.

 

A banda é formada por Kaio Savini (vocalista), Lucas Rocha (baterista),Tiago Martins (guitarrista), Daniel Souza (baixista) e Leandro Santana (tecladista), todos professores nas escolas de música de Araxá, Minas Gerais.

 

Pela amostra dá pra notar que a banda está caprichando nos ensaios e que vai inovar em suas apresentações. Quem quiser saber mais, pode ir no Facebook dos caras!

 

ASSISTA:

 

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Kasabian Divulga Link Do Novo Disco Para Brasileiros; Ouça

 

 

O ano para os fãs de Kasabian continua bastante agitado. Após anunciar single e álbum para 2014, o grupo inglês divulgou, para os fãs brasileiros, um link em parceria com a gravadora Sony, onde é possível ouvir o novo CD deles na íntegra (clique aqui).

“Novidade para os fãs do Brasil! Que tal ouvir o nosso no álbum, “48:13” de graça?” diz a página oficial da banda no Facebook.

O disco 48:13 chega às lojas na próxima segunda-feira, 9 de junho. O nome do trabalho traz o número total de minutos que possuem todas as 13 faixas do CD juntas. Mais informações neste link.

 

REDUTO DO ROCK - Por: João Victor Vieira (Colaborador RR) - Edição: Diego Centurione - Fontes: Kasabian e Kasabian BR (Parceiro RR)

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Metal contra o câncer: festival aceita "cabelo" como ingresso

 

 

Uma iniciativa muito bacana chamou a atenção de todos os headbangers da Cidade do México. A agência mexicana Ogilvy & Mather criou o primeiro festival de metal onde o ingresso é simplesmente "cabelos". Intitulado de Hair Fest o evento beneficente contou com a doação de vários metaleiros, em prol das crianças da Casa de la Amistad, que estão em tratamento contra o câncer. No video abaixo você pode conhecer melhor a idéia.

 

 

"Uma forma de ajudar a crianças com câncer que têm poucos recursos é com a doação de cabelo para fazer perucas. Isso melhora o seu ânimo durante o tratamento.

 

O cabelo deve medir mais de 25cm e nunca ter sido pintado. Por isso convocamos os doadores ideais.

 

THE HAIR FEST - para a Casa de La Amistad de Crianças com Câncer

O primeiro festival do mundo em que o ingresso é o cabelo.

9 bandas. 8 horas de Metal.

Arrecadamos cabelos para 107 perucas. O equivalente a um ano de doações. Valor de cada peruca: US$ 1.500. Mostramos o bom coração dos headbangers.

9 milhões de compartilhamentos em redes sociais e publicidade gratuita equivalente a mais US$ 500.000."

 

WINPLASH – SAMUEL COUTINHO – METAL DA ILHA

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O corpo e seus questionamentos é o tema de “Sobras”, primeiro clipe da Camila Garófalo

 

 

 

 

A gente já apostou na Camila Garófalo aqui. A moça que tem uma voz com bastante presença e um instrumental feito por grandes nomes da cena independente brasileira tem agora uma novidade na manga.

“Sobras” é o primeiro videoclipe da cantora, prenunciando o lançamento de Sombras e Sobras, primeiro álbum da cantora com lançamento previsto para o segundo semestre. O bonito vídeo pega diversos pedaços e remonta a imagem por trás do corpo, seguindo uma série de efeitos que criam sensações interessantes e questionamentos importantes sobre o assunto.

A faixa foi gravada por Dustan Gallas (CéU), Bruno Buarque (Karina Buhr) e Thiago França (Metá Metá) e o clipe teve direção de Carol Cherubini, com a participação da modelo Hermínia Feuer.

 

MARCOS XI – ROCK IN PRESS

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Com aposta na estética noir, banda Atalhos lança novo clipe

 

 

A história de um homem atrás de sua vingança. “José, Fiquei Sem Saída” é uma gravação em preto e branco, com vários recursos de luz e sombra, que ilustra a nova canção da banda Atalhos. Lançada hoje, o clipe coloca a estética noir em evidência e traz para nós mais uma das boas surpresas da música independente brasileira.

Além de um clipe bonito e profundo, a letra da canção também traz uma contextualidade. Segundo a banda, os versos de “José, Fiquei sem Saída” imagina uma história pregressa para Josef K., da obra “O Processo” de Franz Kafka, situada numa São Paulo

contemporânea, abordada sob a estética dos filmes de terror da década de 1930.

O videoclipe foi dirigido por José Menezes e André Dip, teve fotogra­fia de André Brandão e produção de Bruno Alfano.

 

 

A banda Atalhos está na ativa desde 2008. Com um EP (Mocinho e Bandido, 2008) e um disco (Em Busca do Tempo Perdido, 2010) na mochila, os garotos Marcelo Sanches, Gabriel Soares, Conrado Passarelli e Alexandre Molinari estão em produção do novo álbum, que pretende ser lançado em agosto deste ano. O quarteto se apresentou em diversos lugares do Brasil, como em teatros do Sesc e Sesi no interior de São Paulo, e já  fizeram turnê na Argentina e Uruguai.

O novo disco ainda não tem nome, mas contará com as participações especiais de Lucky Paul (baterista/percussionista da cantora canadense Feist), Eduardo Ramos (do coletivo Gop Tun) e Ana Eliz Colomar (arranjos de cordas e cello).

 

JÉSSICA FIGUEIREDO – ROCK IN PRESS

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Queens of the Stone Age tem ingressos esgotados em Porto Alegre

 

 

Estão esgotados os ingressos para o show do Queens of the Stone Age em Porto Alegre. Em pouco mais de duas semanas, os ingressos de todos os setores para a apresentação que acontece no dia 27 de setembro no palco do Pepsi On Stage se acabaram.

Para o show em São Paulo, no dia 25 do mesmo mês, ainda dá para adquirir entradas de pista e mezanino. Para a área Premuim já não há mais ingressos. A banda vive um de seus melhores momentos e traz ao Brasil a turnê que divulga "...Like Clockwork", disco lançado em 2013.

 

Confira outros detalhes sobre as apresentações:

 

25/09/14 - São Paulo/SP

Live Music Rocks

Horário abertura dos portões: 19h30

Horário do Show: 20h30

Espaço das Américas - Rua Tagipurú, 795

Ingressos: R$ 250,00 (Pista - Inteira), R$ 125,00 (Pista - Meia), R$ 360,00 (Mezanino - em pé - Inteira) , R$ 180,00 (Mezanino - Meia), R$ 340,00 (PNE - Inteira), R$ 170,00 (PNE - Meia)

Venda Online e Informações: www.livepass.com.br

Classificação etária: Menores de 16 anos somente acompanhados de pais ou responsável legal

 

27/09/14 - Porto Alegre/RS

Pepsi On Stage - Avenida Severo Dulius, 1995 - Anchieta

Abertura dos portões: 19h30

Show de abertura: 20h30

QOTSA: 22h00

Ingressos: ESGOTADOS

Venda Online e Informações: www.livepass.com.br

 

LIZANDRA PRONIN – TERRITÓRIO DA MÚSICA

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Nação Zumbi lança nova música inspirada nos replicantes de Blade Runner; ouça “Um Sonho”

Segundo single do novo disco do grupo pernambucano mostra novas experimentações e sonoridade mais mansa

 

 

As alfaias não aparecem logo no início, mas estão lá, trazendo o peso daquela tonelada ao maracatu mais leve de “Um Sonho”, o novo single lançado pelo Nação Zumbi nesta terça-feira. 3, através do site do edital Natura Musical. A faixa, que pode ser ouvida ou baixada abaixo, integra o mais recente disco do grupo pernambucano, lançado no mês passado em uma parceria com o selo Slap, da Som Livre.

A faixa, uma parceria entre Jorge Du Peixe (voz), Dengue (baixo), Lúcio Maia (guitarra) e Pupillo (bateria), tem a participação de Kassin nos sintetizadores. “Ontem eu tive esse sonho / Nele encontrava com você / Não sei se sonhava o meu sonho / Ou se o sonho que eu sonhava era seu”, questiona Du Peixe, logo na primeira estrofe. A ideia dessa viagem onírica, segundo contou o vocalista à Rolling Stone Brasil, chamou a atenção do produtor Berna Cerpas, que assina ao lado de Kassin, como uma referência ao filme A Origem, estrelado por Leonardo DiCaprio e dirigido por Christopher Nolan.

Du Peixe, contudo, vai mais longe na referência. “Isso vem de antes. Para mim, a ideia de um sonho dentro do outro é muito [inspirada na obra de] Philip K. Dick, cara”, diz ele, citando o autor de Androides Sonham Com Carneiros Elétricos?, livro que depois foi adaptado para os cinemas por Ridley Scott, em 1982, em Blade Runner: O Caçador de Androides. “Um replicante tem um sonho dentro de um sonho. É uma réplica humana com vida limitada e tal. Blade Runner, para mim, é o clássico dos clássicos. Vi o filme umas 200 milhões de vezes”, diz o vocalista e letrista do Nação. “São utopias, entende?”

“Um Sonho” sucede “Cicatriz” como a música de trabalho da banda. Ela pode ser ouvida abaixo. Para fazer o download gratuito, clique aqui.

 

 

 

“Um Sonho”:

 

Estão comendo o mundo pelas beiradas

Roendo tudo, quase não sobra nada

Respirei fundo, achando que ainda começava

Um grito no escuro, um encontro sem hora marcada

 

Ontem eu tive esse sonho

Nele encontrava com você

Não sei se sonhava o meu sonho

Ou se o sonho que eu sonhava era seu

 

Um sonho dentro de um sonho

Eu ainda nem sei se acordei

Desse sonho que era imagem e som

Pra saber o que foi que aconteceu

 

Hoje de manhã eu acordei

Sem imagem e sem som

 

Estão comendo o mundo pelas beiradas

Roendo tudo, quase não sobra nada

Respirei fundo, achando que ainda começava

Um grito no escuro, um encontro sem hora marcada

 

Ontem eu tive esse sonho

Nele encontrava com você

Não sei se sonhava o meu sonho

Ou se o sonho que eu sonhava era seu

 

Um sonho dentro de um sonho

Eu ainda nem sei se acordei

Desse sonho que era imagem e som

Pra saber o que foi que aconteceu

 

Hoje de manhã eu acordei

Sem imagem e sem som

 

Um sonho dentro de um sonho

Eu ainda nem sei se acordei

Desse sonho que era imagem e som

Pra saber o que foi que aconteceu

 

Ontem eu tive esse sonho

Nele encontrava com você

Não sei se sonhava o meu sonho

Ou se o sonho que eu sonhava era seu

 

PEDRO ANTUNES – ROLLING STONE BRASIL

 

Ouça o ÁLBUM COMPLETO

 

 

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Jack White libera o novo álbum solo em streaming

 

 

Jack White disponibilizou o streaming completo de seu novo álbum de estúdio. 'Lazaretto' será lançado no dia 9 de junho e pode ser conferido neste link. O trabalho é o segundo em carreira solo do guitarrista e vocalista norte-americano, que fez sua estreia com 'Blunderbuss', em 2012. O repertório terá 11 canções.

  

HENRIQUE INGLEZ DE SOUZA – GUITAR PLAYER

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CUT COPY no Brasil

A banda australiana volta ao Brasil para shows em São Paulo e no Rio de Janeiro e fala com a Trip

 

Tim Hoey, Dan Whitford, Mitchell Scott e Ben Browning

 

Rumando ao Brasil pela segunda vez, a banda australiana Cut Copy trará aos palcos de São Paulo e Rio seu disco mais recente e mais eletrônico, Free Your Mind. O álbum é praticamente um compilado de referências da dance music de várias décadas.

Quem confirma isso é Ben Browning, baixista do grupo, em entrevista exclusiva à Trip. “Usamos muito equipamento eletrônico e, de certa maneira, esse disco toca a house music de Chicago e a cena rave britânica e europeia, como um todo”, afirma o músico. A abordagem tira de vez a banda da prateleira do indie rock, embora não apresente outro lugar certo.

Pairando entre bandas como The Rapture, Metronomy e Disclosure, o Cut Copy pratica um synthpop lisérgico. Samples de percussão contrastam com marcações opacas enquanto linhas melódicas de deep house encontram fragmentos distorcidos de acid house. “Fomos influenciados por bandas como KLF, Stone Roses e The Birds.”

Trechos vocais longos, acordes sobrepostos e instrumentos tradicionais tratam de afastar o grupo do eletrônico per se. “As origens da dance music estão no soul, no R&B e no disco e esses gêneros usam ‘instrumentos reais’ para fazer música”, conta Ben. Sobre o palco, ele não se restringe ao baixo e chega a tocar outros aparelhos.

O músico também se envolve com a parte visual do espetáculo. “A gente é influenciado por cinema e artes visuais tanto quanto por música”, diz. O baixista ainda disse que o novo show tem muitas novidades em comparação à primeira vez deles por aqui, em 2010. Ele conversou com a Trip antes de uma apresentação em Vancouver, no Canadá, e brincou: “vamos guardar o melhor para o Brasil!”

 

 

Trip: Como tem sido a recepção do público quanto a esse álbum?

Ben Browning: Tem sido bem legal. Todas as canções do disco que tocamos são os destaques do setlist. É bem empolgante pra gente tocar esse disco e a resposta do público tem sido demais, não podíamos estar mais felizes. O novo álbum se transmite muito bem ao vivo.

 

Vocês tem essa necessidade de gravar um disco e senti-lo ao vivo? Tem muitos artistas que precisam entender as músicas ao vivo antes mesmo de gravar.

É muito importante para nós que aquilo que façamos ao vivo tenha reflexos do que tentamos fazer na gravação, mas nós não ficamos restritos a isso. Sempre adicionamos coisas novas para melhorar a experiência ao vivo. A gente considera muita coisa no que fazemos ao vivo, é por isso que demoramos bastante até colocar um novo espetáculo na estrada.

 

Muitos artistas da música eletrônica trabalham com produção e composição quase que com os mesmos equipamentos e ideias. Vocês diferenciam muito a produção musical da composição musical?

A gente não se foca só em ser músico ou produtor. Criamos uma experiência para o público, esse é nosso foco. A coisa importante para gente é curtir o que a gente está fazendo, sentir o show com o público, interagir com eles o quanto pudermos, é nisso que estamos focados.

 

O álbum mais recente de vocês, Free Your Mind, soa muito mais próximo à música eletrônica, em essência, se comparado ao primeiro disco. Em alguns momentos, parece que vocês estão brincando com os sintetizadores, apertando botões e girando válvulas. Vocês realmente tentaram fazer isso?

Sim, acredito que sim. A gente sempre tenta uma nova abordagem a cada novo disco. A gente ficou muito mais focado na dance music dessa vez. Usamos muito equipamento eletrônico e de certa maneira esse disco toca a house music de Chicago e a cena rave britânica e europeia, como um todo. Tem linhas de piano dos anos 90, baterias eletrônicas tipo TR-909, enfim, isso foi algo legal que usamos e definitivamente estava na nossa mira.

 

Acredito que vocês curtem a cena de Detroit e Chicago do início da música eletrônica.

 Sim, exatamente. Existem muitos aspectos desse disco que tem influência dessa cena. Também estávamos a fim de entrar nessa atmosfera atmosfera psicodélica do fim dos 60 e começo dos 90. Muito disso combina com o som que tentamos fazer.

 

Vocês devem conhecer o Disclosure, duo de música eletrônica que tem feito bastante sucesso desde o ano passado. Me parece que a proposta deles é parecida com a proposta de vocês, nesse sentido de dar um novo ar à cena house de Chicago e garage de Londres. No caso do Cut Copy, você acredita que também há um toque australiano nessa proposta?

Acho que o som do Disclosure está muito mais nesse lado dançante. A gente tenta trazer esses elementos para nossa música, mas a gente tem muito mais vocais e harmonias. Em tudo que fazemos tentamos adicionar sonoridades sintéticas fortes, especialmente harmonicamente, mesmo se fizermos muitos recortes com baterias eletrônicas e sequenciadores. A gente sempre tenta ter um momento de harmonias e vocais. Não sei se isso é algo mais australiano, mas provavelmente nos diferencia de outros artistas como Disclosure.

 

Vocês se veem como parte de uma cena, assim como foram no começo junto de bandas como Miami Horror, Empire of the Sun? Era quase um “movimento aussie”.

Nós nos conhecemos, nos vemos nos bastidores de festivais e shows. A gente se sente conectado a eles dessa maneira. Mas isso acontece porque a gente toca nesses mesmos lugares. Na Austrália a gente não andava junto ou algo assim. Fomos influenciados por uma mesma cena musical e tem bastante coisa legal saindo de lá. Sinto que a gente é, também, parte de algo.

 

É tipo uma vizinhança que se vê de vez em quando? E pode ter essa sensação de isolamento que é viver em uma ilha como a Austrália.

É, exato. Temos bandas com quem tocamos muitas vezes, como o Holy Ghosts. E a gente cresceu com a internet, então era fácil saber o que acontecia em outros lugares. Talvez o que nos conecta também é a vontade que tínhamos, quando jovens, de viajar por aí tocando. Sempre imaginamos isso. É muita sorte ter a oportunidade de viajar para tantos lugares incríveis. Agora, por exemplo, vamos para o Brasil. A Austrália é realmente uma ilha, mas, agora que já passamos por tantos lugares, o mundo não parece tão grande quanto parecia.

 

Você acredita que hoje em dia há uma necessidade de tocar instrumentos tidos como “verdadeiros”, como guitarra e baixo? Pergunto isso porque bandas como o Disclosure, de quem já falamos, fazem isso nos seus shows e o último álbum do Daft Punk baseia-se essencialmente nessa proposta. E os dois são bem relevantes atualmente.

As origens da dance music estão no soul, R&B e disco. Esses gêneros usam instrumentos reais para fazer música. Muito da dance music é feito assim e por isso há quem goste de tocar desse jeito ao vivo. Também é especialmente porque, dessa maneira, há uma oportunidade de adicionar mais personalidade às canções. Também acho que tocar instrumentos assim, enquanto performance, é muito mais interessante para o público.

 

Parece algo mais orgânico?

É, tem o toque pessoal. E fazemos nosso trabalho num esquema de uma música por vez. Se uma faixa precisa de guitarra, nós vamos colocá-la, vamos tocá-la.

 

Vocês estão planejando algo diferente para esse show em comparação ao último show de vocês aqui?

Sim, fizemos bastante coisa desde então! Temos muita coisa legal também na parte visual do show com luzes e vídeos. A gente é influenciado por cinema e artes visuais tanto quanto por música.

 

Você se sente excitado pela música?

Sim, definitivamente. Música é uma constante na minha vida, é inspirante. Eu não consigo imaginar minha vida sem isso.

 

Qual das músicas do Cut Copy mais excita as pessoas?

Acho que todas. Do novo disco eu aponto "Meet Me in House of Love". Ela vai muito bem ao vivo e tem esse espírito: pessoas se reunindo num clube, usando ou não usando drogas, sentindo aquela experiência juntos. Isso é importante e não queremos perder isso. As pessoas tendem a ser mais isoladas por causa da internet. Elas ficam online, sem ter uma interação verdadeira. Espero que as pessoas se inspirem, em músicas assim, a estar juntas.

 

Vai lá: Cut Copy em São Paulo

Quando: 6 de junho, sexta, 22h

Onde: Audio Club - Av. Francisco Matarazzo, 694 - Água Branca - São Paulo/SP - (11) 2027-0777

Quanto: R$ 70 a R$ 240 (vendas)

 

Cut Copy no Rio de Janeiro

Quando: 7 de junho, sábado, 23h

Onde: Usina - Rua Sacadura Cabral, 154 - Saúde

Quanto: R$ 90 a R$ 180 (vendas)

 

 

FELIPE MAIA – REVISTA TRIP

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Klaxons estreiam vídeo

 

 

Os Klaxons estrearam o vídeo do single «Show Me Your Love».

 

A canção pertence ao álbum «Love Frequency» com edição marcada para dia 16. Antes, já tinham sido desvendadas «There Is No Other Time», «Children of the Sun» e «Atom to Atom».

 

Foram produtores James Murphy, Gorgon City, Erol Alkan e Tom Rowlands dos Chemical Brothers.

 

DISCO DIGITAL                 (Portugal)

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Panda Eyes lança seu primeiro disco, Dream Police

Conheça a sonoridade lo-fi do quinteto pernambucano.

 

 

Panda Eyes é um grupo formado por figuras conhecidas da cena de indie rock de Recife. Entre seus integrantes está o guitarrista Roberto Kramer, fundador da Team.Radio, o baterista Rafael Borges e o baixista João Penna que atuavam na Dead Superstars, Bruno Saraiva da Kalouv e Daniel Sultanum da banda Retrovisores. Toda esta experiência reunida entrou em ação neste primeiro disco da banda, intitulado de Dream Police, um álbum carregado por letra melancólicas com um instrumental lo-fi repleto de influências do noise-rock.

 

Dream Police possui um total de 8 faixas e sucede o EP Kind of Life, lançado em 2012. As suas músicas são perfeitas para escutar em dias de inverno, com chuva, ou em alguma situação de conforto. Em uma rápida audição já podemos destacar as músicas “Feel Lost”, “Sanity” e “Cry Like You Were A Man”.

 

Todo o disco foi gravado Rafael Borges e Roberto Kramer nos estúdios Fábrica e Medula, sendo mixado e masterizado por Roberto Kramer no Medula e Monkey Business. Já as fotos de divulgação e capa ficaram por conta de Gustavo Sóter.

 

Escute:

 

 

FELIPE MATHEUS LIMA – ATIVIDADE FM 

 

 

 

 

 

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03/06/14

Nação Zumbi retorna explorando sonoridades

Novo disco mantém o DNA da banda, mas não deixa de buscar novas possibilidades sonoras

 

 

Em 1994, comandada pelo então vocalista Chico Science (1966 – 1997), a Nação Zumbi lançava Da Lama ao Caos, seu disco de estreia e um dos que ajudaram a redefinir o cenário musical da época. Vinte anos depois, a banda mantém intacto seu DNA com um álbum homônimo recém-saído do mangue.

O parto do novo disco dos homens-caranguejo, no entanto, não foi simples. Sucessor de Fome de Tudo (2007), o álbum estava em finalização em 2012, quando acabou na geladeira para que a banda e seus integrantes se dedicassem a outras atividades. O vocalista Jorge du Peixe participou da trilha sonora do filme Febre do Rato (2011) e montou o projeto Afrobombas. Paralelamente, a Nação Zumbi integrou o CD e DVD ao vivo de Marisa Monte, Verdade Uma Ilusão, e lançou um disco em que tocava músicas do coirmão Mundo Livre S.A.

 

 

– Essa parada de dois anos foi boa para o disco – avalia Jorge, em entrevista por telefone. – Pudemos mexer nos vocais, nas letras e agregar elementos dos trabalhos paralelos. No fim, lançamos um trabalho mais bem acabado.

 

Nação Zumbi, o álbum, está longe da crueza e do peso de Da Lama ao Caos. A bateria de Pupillo, Gilmar e a percussão de Jorge e Toca Ogan continuam poderosas e onipresentes, mas já não é em torno delas que as canções são construídas. Ganha mais espaço a guitarra de Lucio Maia, que pode ir da surf music ao iê-iê-iê numa mesmo canção (Cicatriz), beber do pós-punk (Foi de Amor) e balançar como reggae (Defeito Perfeito).

 

– A Nação Zumbi sempre olha para frente, não temos intenção de nos repetir. Por isso até que buscamos novos produtores, que trouxessem o frescor que queríamos – aponta Jorge.

 

A produção do novo álbum ficou a cargo de Berna Ceppas, integrante da Orquestra Imperial e com trabalhos no Cirque du Soleil, e Kassin, velho conhecido da nova geração da MPB. A dupla foi responsável por tornar o disco mais leve e variado, inserindo elementos eletrônicos que agregam textura ao som característico que a Nação lapida desde os anos 1990.

As composições, todas assinadas por Jorge, Dengue, Pupillo e Lucio Maia, seguem refletindo pequenos dramas existenciais do homem moderno, como a violência (Bala Perdida), a felicidade (A Melhor Hora da Praia, com participação de Marisa Monte) e os amores venenosos (Foi de Amor). Mais pragmática, Pegando Fogo é séria candidata a hino das manifestações que devem varrer o país durante a Copa: “Vem ardente / Mais que urgente, tremulante / Toda dançante, atiçando a todo instante / E a cena ficando quente”.

 

Sintetiza Jorge:

– Passamos por essas duas décadas com a nossa essência intacta e temos orgulho disso. Esse disco é, como dizemos, um novo endereço para o mesmo lugar.

 

GUSTAVO BRIGATTI – ZERO HORA

 

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Ira! se apresenta com Frejat nesta sexta (6) em Brasília; há ingressos

 

 

Depois de sete anos longe dos palcos, o grupo Ira! volta a se apresentar e chega a Brasília para um show nesta sexta-feira (6). O guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi se apresentam com o músico Frejat, a partir das 22h, no Net Live Brasília.

O Ira! toca clássicos de sua carreira como "Flores em Você", "Dias de Luta", "Nucleo Base", "Tolices", "Envelheço na Cidade", "Quero Sempre Mais", "Tarde Vazia" e "Girassol".

A banda é integrada pelos músicos Daniel Rocha (baixo), Evaristo Pádua (bateria) e Johnny Boy (teclados).

O show também conta com apresentação de Frejat, que canta sua nova música "O Amor É Quente".

O show ainda traz músicas autorais e sucessos do Barão Vermelho. O repertorio conta com "Amor Pra Recomeçar", "Segredos", e canções de nomes como Jorge Ben, Tim Maia, Caetano Veloso, entre outros.

 

Serviço

Ira! e Frejat

Quando: 6 de Junho de 2014, sexta-feira, às 22h

Onde: Net Live Brasília - SHTN Trecho 2, Conjunto 5, Bloco A

Quanto:

Frente Palco Open Bar (OPEN BAR - Cerveja, Vodka, Agua e Refri): R$ 80 (Primeiro lote e meia entrada)

Pista: R$ 50 (Primeiro lote e meia entrada)

Pontos de Venda:

- Bilheteria Digital - em ate 12x nos cartões - www.bilheteriadigital.com.br    

- Mormaii (Conjunto Nacional, Pátio Brasil, Terraço Shopping, Pontão do Lago Sul )

- Central de Ingressos -(Brasília Shopping)

- Companhia Athletica-  (Pier 21)

- Casa do Cowboy- (Taguatinga)

Classificação: 18 anos

Mais informações: (61) 3342-2232

 

UOL SP

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“Gospel Song”, mais uma faixa inédita do próximo álbum do Giancarlo Rufatto

 

 

 

Está bem a conta gotas o prenuncio de lançamento do novo álbum do Giancarlo Rufatto, que será chamado de Cancioneiro. O curitibano vai cada vez mais se distanciando do folk que o trouxe ao mercado e criando uma aura mais própria, misturado ao seu estilo caseiro de registrar suas canções.

“Gospel Song”, a nova faixa divulgada, é bem melancólica, com direito a orgão e refrão para cantar junto antes da oração. Segundo o próprio Giancarlo, “eu tinha essa letra na gaveta há uns 8 anos e nunca tinha conseguido achar o timing”. A faixa está disponível para download gratuito no Soundcloud oficial do músico.

 

MARCOS XI – ROCK IN PRESS

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The Mission retorna ao Brasil em agosto para cinco apresentações

 

 

Considerado um dos grandes nomes da música alternativa mundial, graças a hits como Severina e Into the Blue, o grupo britânico The Mission retorna no mês de agosto para algumas apresentações no País, que passará pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso e Paraná.

 

O grupo promove o álbum "The Brightest Light", lançado digitalmente por aqui via Blast Stage Records, que também marca o reencontro dos músicos Wayne Hussey, Simon Hinkler e Craig Adams, o que não acontecia desde 1989, quando lançaram o álbum Carved in Sand. Completa o grupo o baterista Mike Kelly.

 

Confira as datas e locais já confirmados da passagem da banda pelo País:

 

20/08/2014 - São Paulo/SP (Carioca Club)

21/08/2014 - Rio de Janeiro/RJ (Teatro Odisseia)

22/08/2014 - Goiânia/GO (Bolshoi Pub)

23/08/2014 - Cuiabá/MT

24/08/2014 - Maringá/PR

 

JOÃO MESSIAS JR. – TERRITÓRIO DA MÚSICA

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Festival El Mapa de Todos 2014 ocorrerá de 11 a 15 de novembro, em Porto Alegre

 

 

Vem aí a quinta edição do Festival El Mapa de Todos, em Porto Alegre. O evento será realizado nos dias 11, 12, 13, 14 e 15 de novembro.

 

A primeira banda confirmada para o festival é a uruguaia Buenos Muchachos, contemplada para participar pelo Programa de Fomento de las Músicas Iberoamericanas – IBERMÚSICAS.

 

ROCK GAÚCHO

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Allman Brothers Band anuncia os dói últimos shows da carreira

 

 

A Allman Brothers Band anunciou as últimas aparições oficiais da carreira. Em um comunicado à imprensa, o veterano grupo confirmou duas derradeiras apresentações para o final de outubro, dias 27 e 28. Nesse mesmo mês também acontecem os quatro shows cancelados em março por problemas com Gregg Allman (de 21 a 25/10). Todas as performances serão no palco do Beacon Theatre (Nova York), um lugar especial para a trupe, já que, desde 1989, eles já tocaram por lá 232 vezes.

 

"Já deu! Esse é o fim! Percorrer 45 anos é o suficiente, e, de qualquer forma, quero fazer outras coisas. Todos [no grupo] têm as suas respectivas verdadeiras bandas", avaliou recentemente o tecladista e vocalista à revista Relix. Apesar disso, "a gente pode se reunir a cada cinco anos para algo eventual", sugeriu. A separação da veterana banda não chega a ser uma completa surpresa. No início de janeiro, os guitarristas Warren Haynes e Derek Trucks haviam anunciado que deixariam seus postos a partir de 2015.

 

HENRIQUE INGLEZ DE SOUZA – GUITAR PLAYER

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Voodoopriest: disco de estréia sai no dia 10 deste mês

 

 

Na terça-feira da semana que vem, dia 10, o Voodoopriest lança seu álbum de estreia. 'Mandu' (imagem) ficará disponível na íntegra em streaming no site da banda e poderá ser encontrado à venda no formato digital. A edição física sairá no final deste semestre, via Die Hard. O grupo é composto por Covero (guitarra), Renato De Luccas (guitarra), Bruno Pompeo (baixo), Edu Nicolini (bateria) e Vitor Rodrigues (vocais). O debute é conceitual e trata da história verídica de Mandu Ladino, índio que liderou a resistência de tribos contra a invasão de suas terras e o extermínio de povos indígenas pelo homem branco no Piauí.

 

HENRIQUE INGLEZ DE SOUZA – GUITAR PLAYER

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Jack White toca a inédita “Temporary Ground” ao vivo; ouça

Lazaretto, novo disco do vocalista e guitarrista, será lançado em 10 de junho

 

 

 

Jack White tocou pela primeira vez a nova música “Temporary Ground”, do próximo álbum dele, Lazaretto, em show pelo festival Free Pass Summer, na cidade de Houston, na noite do último domingo, 1. O cantor e guitarrista dedicou a faixa ao músico de folk rock norte-americano Mack McCormick, antes de iniciar o dueto com pegada country. Ele ainda tocou “High Ball Stepper”, o single instrumental revelado por ele anteriormente (ouça aqui).

 

Essa é a quarta canção a ser revelada de Lazaretto. Após “High Ball Strepper”, White divulgou a faixa-título “Lazaretto” depois de ter batido o recorde mundial de single gravado mais rapidamente na Third Man Records, no Record Store Day, e ainda compartilhou uma prévia de “Just One Dirnk”. Assista abaixo ao vídeo do ex-White Stripes tocando “Temporary Ground”. Lazaretto será lançado em 10 de junho.

 

 

ROLLING STONE EUA

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Grupo Yo La Tengo faz show em São Paulo nesta terça (3); Guitarrista fala ao iG

 

 

Banda mostra repertório antigo e o novo disco "Fade", no Cine Joia, com ingressos ainda à venda; Guitarrista fala ao iG

 

Ira Kaplan, um dos principais compositores do trio de indie rock Yo La Tengo, responde às perguntas com a mesma voz suave que mostra nos discos. O grupo que lidera há produtivos 30 anos é atração do Cine Joia nesta terça-feira (3). Antes de chegar a São Paulo, o YLT fez um show no Rio de Janeiro, no último sábado (31).

 

Esta não é a primeira viagem da banda ao Brasil. Kaplan (guitarra, piano e vocais), Georgia Hubley (bateria, piano e vocais) e James McNew (baixo e vocais) vieram para alguns shows em 2001 e retornaram em 2010, quando fizeram uma apresentação ingrata no festival SWU, que aconteceu na cidade de Itu (a 100 km de São Paulo).

 

No SWU, o Yo La Tengo tocou no mesmo palco por onde passaram bandas muito diferentes em estilo, como o Avenged Sevenfold e o Linkin Park, que fechou a noite. Impacientes, fãs que aguardavam os outros grupos vaiaram a apresentação do Yo La Tengo, que foi direta e coesa, mas longe - fisicamente - de seus verdadeiros fãs.

 

"É, aquele festival não foi muito divertido. Foi uma oportunidade perdida, por isso é ótimo que a gente tenha voltado. Vamos tocar nossas músicas mais tranquilas e para os nossos fãs", conta Ira Kaplan ao iG, relembrando o episódio com humor.

 

 

Conhecidos também pelo vasto repertório de covers (aproximadamente 100 canções), Kaplan explica acontece a escolha dessas canções. "Só decidimos quais vamos tocar na hora do bis." Na apresentação do Rio, o grupo tocou "Farmer's Daughter", dos Beach Boys, e "Speeding Motorcycle", que é uma parceria do YLT com Daniel Johnston.

Ira e Georgia começaram a banda em New Jersey, nos Estados Unidos, em 1984. Além de parceiros musicais, os dois também são casados. O baixista James entrou em 1992, após algumas mudanças na formação, e sua vinda acabou definindo o Yo La Tengo como um power trio. Até hoje, lançaram 13 discos de estúdio, sendo "Fade" o mais recente deles (janeiro de 2013, pela Matador Records).

Como o Yo La Tengo se mantém fiel ao próprio estilo ao longo de três décadas, sem ceder às tendências? "Não sei, é difícil responder a essa pergunta", diz Kaplan após uma pausa. "Apenas somos assim. Nunca pensamos muito a respeito. Nem sei se já fizemos isso conscientemente ou se simplesmente aconteceu."

 

 

Apesar de estar há 30 anos em atividade, o Yo La Tengo permanece discreto e fiel ao próprio portfólio, que mistura indie rock, shoegaze, pop e rock experimental. Um dos elementos que ajudaria na manutenção do amplo "estilo Yo La Tengo", diz Kaplan, são as atividades variadas. "Não ficamos em um ciclo de fazer disco e sair em turnê, fazer outro disco e sair em turnê. Sempre há muitas coisas diferentes acontecendo."

Em 2001, o YLT gravou "The Sounds of the Sounds of Science", trilha sonora para oito minidocumentários do diretor Jean Painlevé. Como colaboradores, trabalharam com Yoko Ono no disco beneficente "Wig In A Box: Songs from & Inspired by Hedwig and the Angry Inch" (2003), entre discos de covers e outros projetos.

Ao olhar para sua discografia com o Yo La Tengo, Kaplan prefere não escolher seu trabalho preferido, mas afirma saber "o que as outras pessoas pensam", referindo-se possivelmente ao álbum "I Can Hear the Heart Beating as One", de 1997, que está na lista dos "100 melhores discos dos anos 1990" da revista Rolling Stone.

 

"Não tem uma música específica que a gente toque em todos os shows, exceto quando pedem. Das músicas antigas, elas sempre mudam um pouco, algumas mais do que as outras. Gosto de abordar os 30 anos em que estamos juntos em sua totalidade, em vez de dar destaque à uma música ou a um disco específico."

 

Popload Gig com Yo La Tengo

Cine Joia (pça Carlos Gomes, 82, Liberdade - São Paulo)

Dia 03/6, às 20h (abertura da casa), show previsto para as 22h

Ingressos: R$ 80 (meia) a R$ 160 (inteira)

Vendas na bilheteria da casa (segunda a sexta, das 14h às 18h) e no site da casa

 

SUSAN SOUZA – IG SP

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Foo Fighters promete novo álbum da banda para novembro

 

 

Fãs do Foo Fighters, podem começar a contagem regressiva. Em comunicado oficial, a banda anunciou que o seu próximo álbum de estúdio será lançado em novembro. Ele será o oitavo da carreira da banda americana e ainda não tem título definido.

 

Dave Grohl falou um pouco sobre o álbum em entrevista para o The Hollywood Report: "Você reconhecerá o Foo Fighters neste álbum, mas você também vai se surpreender um pouco com a gente. Nós estamos fazendo coisas que nunca fizemos antes. E eu quero dizer que ele só tem oito músicas, mas eu acho que ele será nosso álbum mais longo, porque quando eu estava escrevendo as canções, eu dei a elas uma abordagem cinematográfica", ele explicou.

 

O último álbum do Foo Fighters, Wasting Light, foi lançado em 2011.

 

VÍRGULA UOL

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Franz Ferdinand anuncia show no Rio em outubro

Banda escocesa de rock se apresenta no dia 2, no Vivo Rio.

Será a sétima visita para shows do grupo no Brasil.

 

 

O Franz Ferdinand vai tocar no Rio, no dia 2 de outubro, anunciou a banda nesta segunda-feira (2) em seu perfil oficial no Facebook. A apresentação do quarteto escocês vai acontecer no Vivo Rio.

 

“Brasil, vamos ver vocês em outubro!”, publicou a banda na página oficial. Será a sétima visita da banda para shows no Brasil.

Os ingressos inteiros custam de R$ 360 a R$ 600. Eles estão à venda no site Ingressorapido.com.br.

 

Visitas anteriores

Foi na condição de coadjuvante que o Franz Ferdinand debutou no Brasil, oito anos atrás: o grupo de Alex Kapranos abria shows da turnê do U2. Apesar disso, a banda já divulgava seu segundo disco, “You could have it so much better” (2005), o do single “Do you want to”. O trabalho anterior, “Franz Ferdinand” (2004), tinha a música que rendeu ao conjunto sua melhor colocação na parada da “Billboard” – “Take me out” chegou ao 66º posto no Hot 100.

Naquela ocasião, além das apresentações para esquentar fãs do U2, o Franz Ferdinand cavou um show no qual foi a atração principal, no Circo Voador, no Rio. E foi nessa mesma condição de protagonista que o grupo voltou para a visita seguinte, meses adiante. Foram dois shows em setembro, em São Paulo e novamente no Rio.

Em seguida, vieram três anos de afastamento. Até que, em 2009, aconteceu uma apresentação numa casa noturna paulista. A partir dali, o Brasil passava a ser presença mais constante na agenda da banda. Em março de 2010, houve uma turnê com datas em Porto Alegre, Rio, Brasília e São Paulo.

A passagem em 2012 do Franz Ferdinand ocorreu em maio, num festival paulistano de entrada gratuita que rendeu tumulto – a Polícia Militar foi chamada. O público estimado era de 20 mil pessoas. Em março de 2013, eles foram a São Paulo para o Lollapalooza.

 

G1 SP

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Popload Festival anuncia shows do Tame Impala e Beirut em São Paulo

Evento que acontece nos dias 28 de 29 de novembro ainda terá apresentações de Lumineers, Metronomy, Bond e Boogarins

 

 

 

Foram anunciadas, nesta segunda-feira, as atrações da edição de 2014 do Popload Festival, que acontece em São Paulo nos dias 28 e 29 de novembro. O evento terá apresentações das bandas Tame Impala, Lumineers, Beirut, Metronomy, Bond e Boogarins. O shows acontecem no Audio Club, na Barra Funda.

 

 (Divulgação)  Dividido em dois dias, o festival já tem ingressos disponíveis, com valores a partir de R$140 a meia-entrada e R$280 inteira (primeiro lote). Já quem quer comprar  o passaporte para ambas as datas de shows deve desembolsar R$360 meia e R$720 inteira, na pista, e R$ 550,00 (meia) e R$ 1.100,00 (inteira) no camarote. Os passaportes só serão vendidos quando o lote promocional de

 

Sobem ao palco no dia 28 os australianos do Tame Impala, o quarteto Bond e a banda brasileira Boogarins. Já no dia 29, se apresentam os norte-americanos do Lumineers, a banda britânica de música eletrônica Metronomy e a aclamada orquestra Beirut.

 

Esta é a segunda edição do Popload Festival. Em 2013, o evento teve shows de The XX, The Virgins, Joe Goddard (Hot Chip), e dos brasileiros ALDO e Silva.

 

FERNANDA MACHADO – PORTAL UAI

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Disclosure compartilha clipe para “The Mechanism”

Música em parceria com Friend Within ganha clipe.

 

 

 

O Disclosure não para de soltar novidades. Ainda em uma grande turnê mundial, tocando na maioria dos festivais europeus de verão, o duo eletrônico decidiu soltar um clipe para a nova “The Mechanism”, música na qual saiu do resultado da parceria com o produtor britânico Friend Within.

 

 

FELIPE MATHEUS LIMA – ATIVIDADE FM

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Primavera Fauna divulga seu line up

Tame Impala, Pond, Boogarins, Beirut, Real Estate, Mogwai, Four Tet, Icona Pop, Yann Tiersen são algumas das atrações confirmadas pelo festival chileno.

 

 

 

Hoje, de forma conjunta com o festival brasileiro Popload, foi anunciado as atrações e o dia exato que acontecerá o Primavera Fauna 2014. O festival chileno acontece novamente no Piscinas Espacio Broadway, no dia 22 de novembro, com um line up parecido (veja no poster acima) com o do Popload, mas com a inclusão em destaque de outros nomes como Real Estate, Mogwai, Four Tet, Icona Pop e Yann Tiersen. Porém, em compensação, o festival não conta com o Metronomy. O preço do festival chileno sai bem mais em conta que o brasileiro, com o ingresso disponível para venda (compre aqui), pelo preço entorno de R$ 170,00 reais. Para mais informações visite o site do próprio festival.

 

FELIPE MATHEUS LIMA – ATIVIDADE FM

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02/06/14

O rock mainstream andava muito "fuleiro", diz Pitty, de volta aos palcos

 

 

 Após mais de dois anos se dedicando ao projeto acústico "Agridoce", ao lado do guitarrista Martin, a cantora Pitty lança no dia 3 de junho "SeteVidas", seu primeiro álbum em cinco anos. Segundo a cantora, o disco, sombrio, é uma forma de exorcizar seus demônios, entre eles a morte do guitarrista Peu Sousa, em 2013. Em entrevista à TV UOL, ela fala sobre o novo trabalho, sobre a atual cena rock e sobre a recente volta aos palcos na cidade de Americana, no último dia 18.

 

 

UOL SP

  

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Talma&Gadelha anuncia nova formação e mostra clipe e música inédita

 

Capa cd álbum "Maiô"

 

 

A cena potiguar é formada por encontros variados de artistas solo ou de outras bandas se misturando e formando projetos de estilos e gostos variados, mas sempre fazendo música autoral. Um dos que deram mais certo foi o Talma&Gadelha, que já tem dois discos na bagagem e pequenos hits undergrounds criados.

A banda divulgou um single inédito, “Caê”, para download gratuito. Como o nome sugere, a faixa faz homenagem ao ídolo da banda, Caetano Veloso e nasceu após uma viagem dos dois vocalista ao Rio de Janeiro. Junto com o lançamento foi criado também um clipe divertido com um amigo da banda vestido e mascarado como Caetano, com direção de João Augusto Cardoso e Luiz Gadelha.

A faixa inaugura a nova formação da banda, estreando bateria e guitarra novos, e está para download gratuito aqui.

PS1. Tem entrevista e o lançamento foi exclusivo no Tenho Mais Discos Que Amigos.

 

MARCOS XI – ROCK IN PRESS

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Ratos de Porão lança disco novo porque “old school é não deixar cair a peteca”

 

 

O disco “Crucificados pelo Sistema”, de 1984, marcou não só a estreia não só do Ratos de Porão como foi o primeiro trabalho individual de uma banda punk da América Latina a ser lançado. Em março a formação original da banda se reuniu para dois shows em comemoração, tocando alguns clássicos do álbum e outras músicas do início da carreira, ou como o vocalista João Gordo definiu em uma entrevista pouco antes da reunião, “o limbo do limbo”.

Dois meses depois a banda lança o primeiro álbum de inéditas desde “Homem Inimigo do Homem”, de 2006. “Século Sinistro” foi apresentado em um show ontem no Sesc Pompeia. Em uma coletiva de imprensa na sexta-feira Gordo afirmou que o repertório do show seria composto principalmente de clássicos, com apenas três ou quatro músicas novas porque “lançou o disco, tem que mostrar né”, mas como complementou Jão, “a galera quer ouvir ‘Beber até Morrer’, ‘Agressão/Repressão’ e foda-se”.

É nas infinitas variações de “foda-se” que está a “poesia punk” do Ratos de Porão. E não só porque João Gordo gosta de escrever rimando - “parece cantiga de roda”, afirma o próprio, reforçando que não é um poeta -, mas porque o punk é uma música de confrontação direta, e a honestidade brutal dos versos complementa a brutalidade do som rápido para transformar protestos em arte.

 

“Tudo que vira modinha dá merda”

Até porque, qualquer outra forma de protesto está sujeita à manipulação, pelo menos na opinião de João Gordo. “Quando falaram ‘o gigante acordou’ já vi que ia dar merda. Que nem os caras pintadas”. Gordo se auto intitula um pessimista, e diz que não vê nenhuma solução para um país que repete seus erros: ““Eu queria que fosse um lugar legal, mas vejo o país ridículo ha muitos anos, tanto que ‘Crucificados’ é atual até hoje. O ‘Brasil’ [álbum de 1989] foi praticamente feito ontem, a capa com o policial batendo no skatista. O país é uma bosta, não sou eu que sou profeta não”.

Um dos novos alvos do Ratos é a cultura do compartilhamento, e nosso relacionamento atual com a tecnologia: “Século sinistro é o quê? Você vai morrer e tem que registrar com o iPhone pra aparecer no Facebook. A capa foi ideia minha”, diz João “e é o fim do mundo e todo mundo registrando o momento, é cômico, tá descontrolado. A música ‘Viciado Digital’ fala disso”.

 

 

 

Criada em parceria com Ricardo Tatoo, a capa é feita com stencil pois de acordo o artista essa é uma “é uma estética punk que deu origem ao grafite brasileiro”. E realmente é, tanto pela forma de propagação repetida de mensagens quanto pelo conteúdo dessas mensagens.

 

Disciplina metaleira

Tatoo chegou ao Ratos por Igor Cavalera, que já trabalhava com o artista desde os tempos de Sepultura. O baterista deu para Gordo uma arte feita por Tatoo, que Gordo gostou tanto que emoldurou e pendurou no banheiro de casa. “Ele me mandou um e-mail falando: ‘Salve seu Ricardo. Lembro de você sempre que tô cagando’”.

A amizade de Gordo e Cavalera é antiga. Logo no segundo disco da carreira o Ratos já havia adotado um som mais pesado, mas foi em 1986 que o metal foi incorporado de vez no punk/hardcore da banda. Nessa época o Ratos de Porão era muito próximo do pessoal do Sepultura, e esse relacionamento trouxe mudanças tanto no som quanto na atitude de “punks retardados” do Ratos.

“O metal trouxe uma disciplina que a gente não tinha”, diz Gordo. “Mas não é para qualquer um”, complementa Jão, “tem que tocar pra caralho”.

 

Fazer parte de um movimento é não ficar parado

As mudanças que o Ratos de Porão fez em seu som ao longo dos anos sempre sofreram questionamentos e muitas vezes foram alvos de críticas. E como é inevitável no underground, as críticas à música sempre vem atrelada a uma vilanização do sucesso. A descrição da banda no Facebook é “Desde 1981 traindo o pseudo movimento de alguns idiotas”, mas Gordo sempre foi o principal bode expiatório das acusações.

Ele dá risada ao afirmar que “carrega a cruz do movimento”, e quando Jão diz que ele não é mais tachado de traidor ele explica porque não liga mais para o título infame “Quem acha isso é idiota, mas eu não sou burro. Em país de ladrão pilantra você conseguir ganhar dinheiro sem prejudicar ninguém é uma arte. O fato de ser pioneiro do movimento no punk já me chamaram de traidor, de falar q fazia hardcore e não punk. Fiz metal, traidor de novo, e por aí vai”.

Mas até pouco tempo não era assim: “era mó foda-se, mó deus dará, aí eu assisti o documentário do Kiss e vi o Paul Stanley falando ‘se você não está ganhando dinheiro com a sua banda, alguém está’”.

 

A profissionalização da tosquice

E realmente, basta olhar para as bandas que não só sobreviveram como continuaram a fazer sucesso em toda a história do rock para ver que por maior que seja o elemento de “tosquice” necessário para manter um gênero musical genuíno à suas origens, é impossível se manter na música sem de uma certa forma se tornar um profissional. Mas não é de uma hora pra outra que isso acontece:

“Quando eu faço um show com o Ratos tenho uma infraestrutura bem melhor que quando toco com o Periferia S.A. ou o Traças, que toca pra 15 nego no bar do Joca. Mas é dessa forma que o underground sobrevive, é o lance do DIY. Ficar mostrando a música pela internet é muito relativo, o cara escuta ali na hora e esquece no momento seguinte. Banda tem que tocar em qualquer buraco que aparecer, para adquirir respeito e experiência”, explica Jão, reforçando que não pode responder pelo movimento como um todo.

 

Nenhum parto é fácil

Outra coisa que ajuda é o fato de que mesmo no auge do sucesso não se trata de um som que rende fortunas, o que facilita manter a amizade entre todos os envolvidos sem “putaria e pilantragem, querer passar a perna”. Além disso, por mais que a quantidade de novos fãs seja cada vez menor, o público é fiel e se recicla, transformando banda e plateia em uma espécie de família.

“E sabe como é, relacionamento tem que ter filho”, diz João sobre o novo lançamento da banda.

“Século Sinistro” foi gravado no estúdio Family Mob, de Jean Dolabella (ex-Sepultura), e de acordo com Gordo o resultado foi “um dos melhores de todos os tempos”. O estúdio foi escolhido às pressas depois que um amigo “fumou a grana” que ele havia pago pela primeira opção, mas a banda teve uma feliz surpresa.

O estúdio analógico de Dolabella agradou os “caras do século passado”, que preferem esse tipo de processo por não conseguirem se acostumar com “pro tools e o som metálico de alumínio que existe hoje”. Ao mesmo tempo a produção de Cabelo criou um som “limpo, inédito na história do Ratos”.

“Precisa ver se vai agradar os outros, mas pelo menos a gente agradou. Já é um começo”, completa Jão.

 

 

TATE MONTENEGRO – TERRITÓRIO DA MÚSICA

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Festival João Rock leva o som de potentes guitarras a Ribeirão Preto

Raimundos, Nação Zumbi e O Rappa estiveram entre as bandas que mostraram o poder do rock nacional no evento

 

 

Em Ribeirão Preto, um recinto acostumado a receber rodeios e apresentações sertanejas surge como refúgio para camisetas de bandas de rock – em sua maioria, mostrando grupos estrangeiros, como AC/DC e Iron Maiden –, pistas de skate e cabelos compridos. Além do público da cidade, o João Rock, realizado neste sábado, 31, no Feapam, abriu as portas para gente dos municípios vizinhos aproveitar a oportunidade de ver e ouvir, ao vivo, o som das guitarras de grandes nomes da música feita no Brasil. Um line-up misturando passado e presente trouxe artistas como Paralamas do Sucesso, Nando Reis, O Rappa, Jorge Ben Jor, Raimundos, Nação Zumbi e CPM 22, entre outros.

No palco “Universitário”, o menor do festival, o Vanguart de Hélio Flanders e da graciosa violinista Fernanda Kostchak entrou em cena logo após o veterano (que mais parece um menino tocando) Zé Ramalho levar o sotaque nordestino de trovador ao palco principal do evento. “Vocês vão ter que cantar alto”, disse o baixista Reginaldo Lincoln, para a “turma do gargarejo”, surpreendentemente fiel e barulhenta. Na garganta, o público da primeira fila competiu em pé de igualdade com a voz do vocalista Badauí – entoando os hits do CPM 22 em formato acústico –, que vazava do palco maior.

O João Rock foi a oportunidade de levar o som do Vanguart a cidades não tão frequentadas pela banda, e o resultado foi uma resposta forte e instantânea do público. Quem não conhecia o grupo de Cuiabá simpatizou com os rapazes apaixonados e bem vestidos, que mostraram boa parte do disco mais recente, Muito Mais Que o Amor (2013).

Com uma agilidade impressionante, Nando Reis apareceu no palco principal do evento após o show do Vanguart. O fato de o palco maior ser formado na verdade por dois palcos, um ao lado do outro, eliminou o tempo de espera ente os shows. Privilegiado por ser dono de um cancioneiro pop sempre presente nas rádios, Nando Reis agradou a todas as idades. O show, que tinha cara de ser “família”, ficou ainda mais caseiro com a presença do Dois Reis, Sebastião e Theodoro, filhos do ex-titã, cantando, veja só, “Família”. Nando se apresentava orgulhoso e sorridente, enquanto o trio de Reis tocava mais uma, “Luz Dos Olhos”.

Uma característica compartilhada entre a maioria dos artistas que se apresentaram no João Rock foi a escolha de setlists recheados de hits. Músicas conhecidas do público fizeram do evento um verdadeiro karaokê ao vivo. Nando Reis, por exemplo, emendou, após as duas com os filhos, “All Star”, “O Segundo Sol”, “Marvin” e “Do Seu Lado”.

 

O Rappa e a Copa

Simultaneamente ao ex-titã, o grupo Ponto de Equilíbrio se apresentou no palco Universitário. Logo após o final do show de reggae, O Rappa chegou com algumas músicas novas e pedradas do tamanho de “Lado B Lado A”. É de se destacar a habilidade com que o homem de frente Marcelo Falcão conduz as músicas de sua banda. Em “Me Deixa”, ele interrompeu a faixa, pedindo mais animação do público, e, então recomeçou. Dito e feito. “Me Deixa” teve o dobro do volume após a paralisação de Falcão.

Apesar da perda de voz política após a saída de Marcelo Yuka do grupo, O Rappa foi o primeiro grupo a colocar o dedo na ferida com contundência na tarde desse sábado. “As eleições estão logo aí”, disse Falcão, após questionar a validade da Copa do Mundo no Brasil. Em seguida, o coro foi unânime: “Ei Dilma, vai tomar no...”. Falcão retrucou: “Não sou eu quem digo isso, é um desabafo de vocês”. Ainda sobre o evento da FIFA, ele disse: “Mesmo se ganhar eu vou continuar com esse pensamento”. “Eu estou fechado com vocês. Com a nação inteira”, concluiu.

O sentimento de karaokê voltou à tona logo com a chegada do Paralamas do Sucesso: “Óculos”, “Meu Erro”, “Alagados”, “Lanterna dos Afogados”, “Aonde Quer Que Eu Vá” e toda a criatividade que fez do grupo de Hebert Vianna um ícone no rock nacional.

Na apresentação seguinte, de Jorge Ben Jor, por volta das 23h, viu-se uma migração em massa. Enquanto os espaços sobravam logo à frente do carioca, muita gente partiu para o palco Universitário, onde a apresentação do Vespas Mandarinas precedia a do Raimundos. Por mais que tentasse com as irreverentes e contagiantes “Zazueira” e “A Minha Menina”, Jorge Ben Jor não saiu do ponto morto, deixando alguns a dançar e outros a filmar com o celular.

 

O triunfo dos anos 1990

O line-up do João Rock deixou o seu melhor para o final. Primeiro – com uma hora de atraso – o Raimundos deu um banho de guitarras ensurdecedoras e baterias frenéticas no palco Universitário. O espaço menor parece ter sido a moldura perfeita para a aceitação da banda brasiliense. “Mulher de Fases” foi logo a segunda da apresentação, e “Baculejo”, do novo disco Cantigas de Roda (2014), entrou sem deixar nada a dever no repertório.

Digão, à vontade como frontman, distribuiu gritos e foi ovacionado. A partir dali, já dava para ter certeza: o Raimundos agradou como ninguém no João Rock. Em “Me Lambe” – uma mais catárticas ao vivo –, Digão arrebentou uma corda da guitarra. Do lado de lá, Canisso mostrou que continua com cara de mau, e ainda dá chutes entusiasmados no ar. Foi o show de rock que a plateia do João Rock merecia.

Em um palco, “Puteiro em João Pessoa”; no outro, “Rios, Pontes & Overdrives”. As canções de Raimundos e Da Lama ao Caos, discos de estreia de Raimundos e Nação Zumbi, completam 20 anos de idade. Mas não só pelo saudosismo triunfou o rock do anos 1990. As duas bandas lançaram álbuns firmes recentemente, e eles parecem já ganhar espaço nos respectivos setlists.

“Cicatriz”, “Foi de Amor” e “Defeito Perfeito”, de Nação Zumbi (2014) entraram singelas e com identidade no show do grupo pernambucano, que fechou o palco principal, já nas primeiras horas deste domingo, 1. João Barone, baterista do Paralamas do Sucesso, engrossou o caldo da percussão em “Manguetown”, e “Blunt of Judah” e “Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada”, faixas do Nação pós-Chico Science, soaram grandiosas. Com o guitarrista Lúcio Maria inquieto e, particularmente inspirado, o Nação Zumbi prestou homenagem ao disco aniversariante, finalizando com a simbólica faixa-título.

O dia de guitarras no recinto de exposições de Ribeirão Preto chegava ao fim. As pistas de skate serão possivelmente trocadas por cavalos e bois, o skate-mecânico deverá voltar a ser um touro mecânico, e a tirolesa provavelmente dará lugar a alguma loja de produtos agropecuários. A falta de ousadia na escolha do line-up é um limitador para o evento, mas o João Rock cumpre um papel importante no contexto, e tem uma boa organização. Por mais que se preocupe mais em vangloriar artistas já consagrados do que fomentar o futuro, o festival dá espaço ao rock nacional, mostrando que ele ainda pode ser relevante para muita gente ao mesmo tempo.

A reportagem viajou a convite da produção do festival.

 

LUCAS BRÊDA, DE RIBEIRÃO PRETO – ROLLING STONES

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Guitarrista Andreas Kisser ao iG: "O rock não está em crise e nunca vai estar"

Músico fala sobre o projeto paralelo De La Tierra, que tem integrantes do Brasil, México e Argentina

 

 

Formado em 2012, o grupo De La Tierra mistura as influências latino-americanas de seus integrantes para construir canções de metal com letras em espanhol. "O nome da banda representa a nossa cultura, temos essa coisa de latinos. É um som novo, realmente, e tem essa musicalidade diferente de cada um dentro do próprio metal", diz o guitarrista Andreas Kisser ao iG.

Kisser, que também integra o Sepultura desde 1987, construiu o De La Tierra em parceria com Andrés Giménez (do grupo argentino A.N.I.M.A.L.) nos vocais e guitarra, o baixista argentino Sr. Flavio (Los Fabulosos Cadillacs) e o baterista mexicano Alex González (Maná).

"Temos utilizado a tecnologia para compartilhar as músicas e, em 2013, nos juntamos para ensaiar, gravamos as guitarras em São Paulo, mixamos em Buenos Aires e masterizamos em Los Angeles", conta sobre o processo criativo entre os integrantes, que moram em países diferentes. Antes de lançar o primeiro álbum ("De La Tierra", 2014), eles disponibilizaram os singles "Maldita Historia" e "San Asesino".

 

 

Rock em crise?

Para Andreas Kisser, o rock "é uma coisa de geração, de família". "Escutar rock une as pessoas. O Brasil já fez coisas absurdas em nome do Ibope, para conseguir números, sem pensar na consequência daquilo. Nós sobrevivemos pela arte, pelo prazer. Nossa banda não foi feita em um reality show, são quatro caras querendo fazer música", sentencia.

De acordo com Kisser, "o segmento do rock nunca mudou". "Passa de geração para geração. Hoje o Brasil tem a oportunidade de ver tudo quanto é tipo de show. O problema é que a mídia escolhe o que é bom ou não. O Brasil é mais amplo. O rock não está em crise e nunca vai estar."

 

SUSAN SOUZA – IG SP

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Mombojó ao iG:  "Você tem mais simpatia do público quando é independente"

 

 

Grupo pernambucano lança "Alexandre", disco que marca fase de experimentação sonora; Leia entrevista

O grupo pernambucano Mombojó lança o quinto disco de estúdio, "Alexandre", que resgata em seu nome uma piada interna do começo da carreira, além de marcar uma nova fase de experimentações sonoras. "Alexandre é um personagem na história da banda. Estamos bem diferentes, quase sendo outras pessoas", conta ao iG o músico Felipe S (vocal e guitarra).

O nome masculino usado no título do álbum é uma piada interna em relação ao efeito de um teclado, que pertencia ao pai do ex-baixista Samuel Vieira, que fazia a frase "Are you sure?" soar como "Alexandre" - algo que imediatamente virou uma brincadeira constante entre os integrantes.

 

 

Capa de 'Alexandre', do Mombojó

 

Em atividade desde 2001 (o primeiro disco foi "Nadadenovo", lançado em 2004), esta é a primeira vez que o Mombojó se permite compor usando recursos digitais antes de passar pela composição orgânica em um instrumento real, como era de costume na banda.

"Sabemos e gostamos de mexer no Pro Tools (software usado para produção musical). Começamos a fazer música dentro do programa. Antes, chegávamos com a música pronta, mas em 'Alexandre' a gente se propôs a pegar os sons e construir em cima deles, quase criando uma trilha. Isso ajuda a fazer um conceito", explica o músico.

 

Mercado independente

"Alexandre" está sendo lançado pelo selo Slap, braço da gravadora Som Livre que se dedica a novos artistas nacionais ou nomes mais alternativos. Sobre o atual mercado musical brasileiro, Felipe S compara o período em que começou com o Mombojó, no início dos anos 2000, à atualidade.

 

 

"Há 13 anos, os primeiros grandes artistas estavam deixando de ser lançados por gravadoras, hoje isso é comum. Você tem mais simpatia do público quando você é um artista independente. Isso fez aumentar o número de artistas conhecidos, porque antes eram as gravadoras que escolhiam quem seria conhecido. Hoje é muito pelo mérito do artista, algo que a internet fez valer."

Produzido pela banda com colaboração de Rodrigo Sanches e Homero Basílio, "Alexandre" tem 11 faixas e participações de artistas como Laetitia Sadier (da banda Stereolab) na faixa "Summer Long", China em “Hello” e “Pro Sol”, Céu e Pupillo em “Diz o Leão” e mais músicos convidados.

 

SUSAN SOUZA – IG SP

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'Novo disco é uma fotografia da atual situação brasileira', diz Tony Bellotto

Guitarrista do Titãs falou sobre músicas e a Copa do Mundo no Brasil.

 

 

 

"O disco virou uma fotografia instantânea da atual situação brasileira". É assim que o guitarrista e compositor do Titãs Tony Bellotto definiu o 18º álbum do grupo, “Nheengatu”, em entrevista ao G1. Paulo Miklos, Branco Mello, Sérgio Britto e Bellotto se apresentam neste domingo (1º) na Virada Cultural Paulista em São Carlos (SP), a partir das 18h30.

O novo trabalho é repleto de críticas aos últimos acontecimentos no Brasil. “Fardado”, a música de abertura do disco, é um verdadeiro desabafo em relação à Polícia Militar e que enxerga os dois lados da moeda: “Você também é explorado / Fardado / Por que você não abaixa esse escudo / O meu direito é sua obrigação / Por que não olha antes de tudo/ O seu dever é minha autorização”.

 

 

Temas delicados e importantes como pedofilia e violência, em riffs de guitarra mais crus, “Nheengatu” coloca em discussão a vontade do povo. Tony Bellotto disse que é hora de falar a mesma língua: “A população quer construir algo bom, todos juntos, mas falam em diferentes vozes”. Veja abaixo a entrevista.

 

G1 – É o décimo oitavo disco do Titãs. É um disco que canta sobre a situação atual do Brasil?

Tony – É um bom disco de rock. A ideia inicial era produzir um disco de rock pesado com elementos da música brasileira. A partir disso, o disco virou uma fotografia instantânea da atual situação brasileira. As músicas são bem pesadas e tratam de várias situações sociais do nosso país como homofobia, pedofilia, racismo e violência contra a mulher.

 

G1 – E qual é a atual situação do Brasil?

Tony – Eu sinto uma situação de efervescência, de inquietação. As pessoas comparam o disco ao “Cabeça de dinossauro” onde nós, naquela época, pedíamos por democracia. Hoje em dia a democracia está sólida, mas o problema é o seguinte: eu sinto várias vozes, vários grupos diferentes exigindo seus direitos; pessoas querendo construir juntos algo bom, mas não falam a mesma língua.

“Eu sinto várias vozes, vários grupos diferentes exigindo seus direitos; pessoas querendo construir juntos algo bom, mas não falam a mesma língua.”

Tony Bellotto - guitarrista e compositor dos Titãs

 

G1- A capa do disco novo é uma pintura da Torre de Babel. Isso tem a ver com o fato de vários grupos lutarem por ideais, mas não falarem a mesma voz?

Tony – Exatamente. “Nheengatu” é uma palavra indígena do tupi guarani que significa ‘língua geral’. É um dialeto que os jesuítas organizaram no Brasil no século 17 para que todos pudessem falar a mesma língua. Foi interessante essa capa com essa pintura da Torre de Babel, aquela torre que foi destruída por causa de desentendimento entre línguas. Foi muito bacana a ideia e representa exatamente isso: vários povos lutando pelo mesmo ideal, mas não dá certo porque falam em vozes diferentes!

 

G1 – Por falar em várias línguas, há várias opiniões sobre a Copa do Mundo no Brasil. Qual a sua opinião?

Tony – Eu sempre fui a favor. Anos atrás, eu fiquei muito animado mesmo porque eu pensava que o fato de termos uma Copa do Mundo no nosso país iria desenvolver a infraestrutura brasileira como o transporte e aeroporto. No ano passado, quando as manifestações começaram a ocorrer, eu fiquei na dúvida e me questionei se valia a pena ou não um evento tão caro num país com tanta carência. Pra mim, a organização foi ruim. Nosso governo não se pauta pela eficiência.

 

G1 – Mas sua torcida é garantida, certo?

Tony – Com certeza (risos). Estou torcendo pelo Brasil. Sou brasileiro e eu não quero que nos tornemos vexame internacional. Quero que o Brasil vença! Pelo menos no futebol (risos).

 

MISAEL MAINETTI – G1 São Carlos e Araraquara

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Linkin Park têm novo single

Na ressaca do concerto no Rock In Rio, os Linkin Park estrearam o single

 

 

A canção pertence ao álbum «The Hunting Party» que será editado no dia 16. Antes, tinham sido desvendadas «Guilty All The Same» e «Until It´s Gone».

 

São convidados no disco Tom Morello (Rage Against The Machine, Audioslave e Bruce Springsteen) e Daron Malakian dos System of a Down.

 

 

DISCO DIGITAL (Portugal)

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The Strokes voltaram aos palcos

 

 

Os Strokes deram o primeiro concerto em três anos este sábado à noite em Nova Iorque.

O alinhamento percorreu os cinco álbuns da banda, incluindo o mais recente «Comedown Machine» ainda sem estrada no currículo. «Welcome To Japan», «One Way Trigger» e «Happy Ending» foram as canções estreadas em palco.

Os Strokes são cabeças de cartaz do festival Governors Ball que se realiza de 6 a 8 de Junho em Nova Iorque. Alinhamento:

 

Barely Legal

Welcome to Japan (Live debut)

Automatic Stop

Machu Picchu

Reptilia

Razorblade

Take It or Leave It

One Way Trigger (Live debut)

Under Control

Heart in a Cage

Hard to Explain

12:51

Someday

Happy Ending (Live debut)

The End Has No End

You Only Live Once

Last Nite

New York City Cops

 

 

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